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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alma grata



Sofro, quando o vejo, sofrer.
Choro, quando ouço seus bramidos.
Rogo, para que os pesadelos cessem.
Conter as lágrimas, já não é tão fácil.

Como conter as tempestades, lá fora?

Celebrar o inevitável
Sonhar com o novo despertar das figueiras no alto da montanha

Para onde todos os pássaros se refugiam, durante dias de tormentos?

Dos bramidos, corro dos gemidos.
Dos gemidos, fujo do abismo.

Durante a tempestade do entardecer

Correr, ser mais rápido do que qualquer escuridão.
Buscar, as figueiras.
Traze-las para perto
Suprimir as tempestades
Mover cada pedaço da montanha

Trazer para perto os longos trilhos, na inércia destes caminhos.
E por um segundo rever a alma grata
Ver a alma grata renascer entre as figueiras

Assim como,
Os pássaros retornam ao ninho
E a luz renasce logo pela manhã


Ver surgir entre o clarão
Uma nova fênix.

 
 
Autora,
(Daiane Almeida)

4 comentários:

Beta disse...

Olá Daiane.
Que bom que gosou do MIX!
Seja bem vinda!!
Agora vou conhecer seus blogs ok?

bj

Odelita disse...

lindo, lindo...

Daiane disse...

olá, Beta!
Fico muito contente,com sua presença aqui no meu cantinho de Brisas. Seja bem-vinda!
um abraço de luz, fica com Deus!!

Att.: Day.

Daiane disse...

Del !!
Obrigada,fico feliz que tenha gostado... sabe que sua opinião é muito importante, para mim!

Bjo

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